No reader acumulam-se os posts por ler de diversos blogs. Demais, talvez. Mas aparentemente vou resolver o problema muito em breve. Tenho um novo "filtro": sempre que um blog insistir em ilustrar posts sobre tudo e mais alguma coisa com imagens de corpos femininos, vai para o lixo. E numa semana foram dois.
09 dezembro 2008
04 dezembro 2008
03 dezembro 2008
29 novembro 2008
IVA e artistas
Vivi na semana passada uma aventura nas finanças, provocada por um acto de negligência de um funcionário, já lá vão 12 anos, e resolvida da melhor maneira por uma funcionária com um elevadíssimo sentido de serviço público (e que me reconciliou com a repartição de finanças).
As minhas andanças pelas repartições e código de IVA tiveram a vantagem de me esclarecer sobre o assunto. E, uma vez que já por aqui se fizeram buscas sobre o assunto, aqui fica o que aprendi:
Portanto, e a título de exemplo, um actor quando presta um serviço a uma companhia de teatro (entidade registada como promotora de espectáculos no IGAC) está isento de IVA ao abrigo do artigo 9º , mas quando presta um serviço a uma empresa qualquer (por exemplo animação na festa de Natal promovida por uma empresa de marketing) não está isento ao abrigo do artigo 9º. Se tiver alguma isenção será ao abrigo do artigo 53º.
O artigo 53º isenta de IVA quem não tenha atingido dez mil euros de volume de negócios, numa actividade não isenta de IVA. Ou seja, e voltando ao actor que ora trabalha para promotor ora não trabalha; quando num ano ganhar mais de dez mil euros em actividades não isentas de IVA (animações para empresas, formações, etc.), em Janeiro do ano seguinte tem de informar as finanças desse facto e terá de começar a pagar IVA por essas actividades (as prestações a promotores continuam isentas ao abrigo do artigo 9º).
Nota: também está isenta de IVA ao abrigo artigo 9º "A transmissão do direito de autor e a autorização para a utilização da obra intelectual, definidas no Código de Direito de Autor, quando efectuadas pelos próprios autores, seus herdeiros ou legatários".
As minhas andanças pelas repartições e código de IVA tiveram a vantagem de me esclarecer sobre o assunto. E, uma vez que já por aqui se fizeram buscas sobre o assunto, aqui fica o que aprendi:
actores, chefes de orquestra, músicos e outros artistas, actuando quer individualmente quer integrados em conjuntos, para a execução de espectáculos teatrais, cinematográficos, coreográficos, musicais, de music-hall, de circo e outros, para a realização de filmes, e para a edição de discos e de outros suportes de som ou imagem;estão isentos de IVA ao abrigo do artigo 9º apenas nas:
prestações de serviços efectuadas aos respectivos promotoresComo saber o que é um promotor? Fácil: o registo no IGAC.
Portanto, e a título de exemplo, um actor quando presta um serviço a uma companhia de teatro (entidade registada como promotora de espectáculos no IGAC) está isento de IVA ao abrigo do artigo 9º , mas quando presta um serviço a uma empresa qualquer (por exemplo animação na festa de Natal promovida por uma empresa de marketing) não está isento ao abrigo do artigo 9º. Se tiver alguma isenção será ao abrigo do artigo 53º.
O artigo 53º isenta de IVA quem não tenha atingido dez mil euros de volume de negócios, numa actividade não isenta de IVA. Ou seja, e voltando ao actor que ora trabalha para promotor ora não trabalha; quando num ano ganhar mais de dez mil euros em actividades não isentas de IVA (animações para empresas, formações, etc.), em Janeiro do ano seguinte tem de informar as finanças desse facto e terá de começar a pagar IVA por essas actividades (as prestações a promotores continuam isentas ao abrigo do artigo 9º).
Nota: também está isenta de IVA ao abrigo artigo 9º "A transmissão do direito de autor e a autorização para a utilização da obra intelectual, definidas no Código de Direito de Autor, quando efectuadas pelos próprios autores, seus herdeiros ou legatários".
Cultura, defesa, orçamentos e coisas sobre as quais já não é sequer possível conversar
Nos últimos tempos perguntaram-me várias vezes o que é que eu achava do Ministério da Cultura. Não acho nada. Não há orçamento.
As discussões sobre a importância da Cultura, e a necessidade de ter financiamento público, normalmente vão ter a três becos sem saída: ou se afirma que se investe agora para corrigir o mercado (o que é estúpido), ou se defende que tem sentido financiar património mas não criação (o que é ilógico) ou se justifica que a Cultura merece financiamento porque indirectamente até é muito boa para a economia (o que é passar ao lado da questão, e é perigoso).
As discussões sobre a importância da Cultura, e a necessidade de ter financiamento público, normalmente vão ter a três becos sem saída: ou se afirma que se investe agora para corrigir o mercado (o que é estúpido), ou se defende que tem sentido financiar património mas não criação (o que é ilógico) ou se justifica que a Cultura merece financiamento porque indirectamente até é muito boa para a economia (o que é passar ao lado da questão, e é perigoso).
E assim, tentanto simultaneamente inovar e seguir a tradição, decidi começar a defender a partir deste momento que o Orçamento da Cultura deve ser equivalente ao da Defesa e devem ter ambas o mesmo nível de investimento do Estado. E porquê? Porque ambas defendem a integridade do território e a sua coesão. Não é óbvio?
Para 2009 o orçamento do Ministério da Defesa representa quase 4% do Orçamento de Estado e o orçamento do Ministério da Cultura fica a baixo dos 0,4%. Temos muito que andar!
4% DO ORÇAMENTO DE ESTADO PARA O MINISTÉRIO DA CULTURA, JÁ!
E se parece algo louco pedir já os 4%, é preciso não esquecer que o objectivo do governo era chegar ao 1% e conseguiu descer até aos o,3. O que prova que nesta matéria não há lugar para a razoabilidade. Para além disso, eu não sei responder a perguntas do tipo "alimenta-se um e deixa-se o outro morrer à fome, ou ficam os dois subnutridos à espera da ajuda humanitária?" (muito menos num país em que se pagam dívidas de jogo a milionários).
Adenda: aconselho a leitura da Obscena que, no último número, tem um belíssimo dossier sobre o orçamento do Ministério da Cultura.
Para 2009 o orçamento do Ministério da Defesa representa quase 4% do Orçamento de Estado e o orçamento do Ministério da Cultura fica a baixo dos 0,4%. Temos muito que andar!
4% DO ORÇAMENTO DE ESTADO PARA O MINISTÉRIO DA CULTURA, JÁ!
E se parece algo louco pedir já os 4%, é preciso não esquecer que o objectivo do governo era chegar ao 1% e conseguiu descer até aos o,3. O que prova que nesta matéria não há lugar para a razoabilidade. Para além disso, eu não sei responder a perguntas do tipo "alimenta-se um e deixa-se o outro morrer à fome, ou ficam os dois subnutridos à espera da ajuda humanitária?" (muito menos num país em que se pagam dívidas de jogo a milionários).
Adenda: aconselho a leitura da Obscena que, no último número, tem um belíssimo dossier sobre o orçamento do Ministério da Cultura.
24 novembro 2008
Muros
Estou cansada do cansaço dos outros.
Não tenho tempo para a falta de tempo dos outros.
Não tenho tempo para a falta de tempo dos outros.
Subscrever:
Mensagens (Atom)




