19 outubro 2008

Incomodidades e inquietações

1. Na praça onde está o teatro vive um bocadinho de cada canto do mundo. Lá dentro a plateia é praticamente monocromática.

2. Na fachada do teatro há uma esplanada e uma livraria. Rodeamos o teatro pela direita. Primeiro a porta dos artistas, depois as traseiras sem qualquer entrada e, finalmente, na lateral, um restaurante. Se tivermos coragem para o atravessar conseguimos entrar no teatro.

O Teatro é um Teatro Nacional. E nada disto é novidade. Estou sempre a voltar ao mesmo.

14 outubro 2008

Olá! Eu sou a Muna. E tu? Olá! Eu sou o Muna. E tu?


Amanhã às 11h estreamos a versão para a infância e às 21h45 a versão para adultos.
Muna no Teatro Nacional D. Maria II até 26 de Outubro.

"A Lua não brilha? Está avariada, apagada, desligada. Que desilusão! Que grande trambolhão. O número da noite está arruinado e D. Felizmundo desesperado."



ilustração de Júlio Vanzeler

11 outubro 2008

logo à noite na braço de prata


uma das últimas oportunidades (a última?) para ver "O Contrabaixo" na versão cinquenta minutos de monólogo e concerto sem rede com o Pedro Carreira e o João Martins.

"O Contrabaixo" não morre; tem já, só no Visões Úteis, 10 versões. Mas a desta noite é especial.

Hoje, 11 de Outubro, O Contrabaixo às 22h na Fábrica do Braço de Prata em Lisboa.


04 outubro 2008

autonomia roubada

de uma caixa de comentários do dactilógrafio
eu acho que têm impacto (as crónicas, as opiniões, os blogues).
(infelizmente) nos dias que correm, a realidade é feita apenas daquilo que os pachecos pereiras, os danieis oliveiras, os rui tavares e por aí fora deste mundo dizem.
o mundo é aquilo de que se fala e não aquilo que se vê.
a estupefacção e a indignação são-no apenas se algum marcelo rebelo de sousa o transmitem. é como se tivéssemos (enquanto sociedade) perdido a capacidade do raciocínio autónomo.
se numa ditadura "antiga" - nos padrões em que as conhecíamos - teríamos de pedir licença para ter uma opinião, hoje em dia temos de esperar pela opinião destas autoridades para a podermos subscrever...

Do arquivo de A Vida Escrita
que conheci graças ao Enfado
O traço mais característico desta escrita – e não só, é o elo de quase todas as conversas e base de trabalhos, arte e pensamento – trata-se do vigor referencialista. Ninguém avança com uma ideia ou descrição de uma simples sensação pessoal sem estar automaticamente a citar, a aludir, a referir. Ninguém convoca um problema sem usar como pretexto para início ou totalidade da argumentação um filme ou um livro. [...] Sempre a mediação, que faz ganhar eco, à frente, como se tivesse mais valor esse conforto da produção de conhecimento/imagem do que o risco da experiência directa que parece desautorizada de falar por si.

E assim se cria um post sobre autonomia através das palavras de outros. Não por acaso.
Também não por acaso as palavras do dactilógrafo são a propósito do silêncio em torno das fraudes do homem-que-diz-logo-é-verdade-que-é-sério-mesmo-não-sendo.

02 outubro 2008

Sinais de alerta

A arte quase não existe no nosso quotidiano. E a vertigem dos eventos de sucesso cada vez nos afunda mais.
Desta vez a notícia vem do CCB: a Madalena Victorino demitiu-se.
A REDE promove um louvor ao seu trabalho quotidiano e consequente, a que todos se podem associar.

01 outubro 2008

Os sentimentos e a ingenuidade do mercado

Em 8 minutos muitíssimo pedagógicos e acima de tudo brilhantes (pela escrita, pela interpretação, pelo formato, por tudo).



Conheci o vídeo via Arrastão e, com pouco mais que vi entretanto, atrevo-me a dizer que sou fã dos Long Johns (John Bird e John Fortune). Recomendo também esta visão do Iraque e da genialidade de Bush.